segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

domingo, 20 de janeiro de 2008

TAP e as horas de descando das tripulações

Ao ter que voar todas as semanas entre Lisboa e Madrid sei que a TAP é uma fonte inesgotável de histórias por isso decidi pôr número neste título já que vamos ter uma entrega por capítulos.

Madrid, Sexta-feira dia 18 de Janeiro de 2008 – quando o sistema da TAP deixa, faço o check-in na internet para não perder tempo nas filas que a TAP sempre tem. Estranho é que é em Lisboa que estas são maiores. Bom, adiante. Cerca das 11:00 fiz o check-in e, apesar do voo ser às 14:00, o embarque marcava para as 14:30. Estranhei mas pensei ser um erro mais. Às 13:30 quando ia a fazer o embarque soube que o voo sai saí às 15:00. Olá, aqui está a explicação do facto de terem o embarque às 14:30 e não às 13:30. Mas o avião chegou quase a horas a Madrid, estava lá parado, porquê uma hora de atraso ? A explicação é a seguinte: o avião da noite anterior que “dorme” em Madrid chegou atrasado e como a tripulação tem que ter um tempo mínimo de descanso, então o avião só podia sair às 15:00. Ponhamos de parte este detalhe e pensemos um pouco. Numa situação normal a tripulação entre para o avião às 13:30. Basta estar no aeroporto às, digamos 12:30 e sair do hotel às 12:00. Digo eu que com levantar-se às 11:00 chega. O horário de chegada do ultimo avião a Madrid é às 21:55. Mesmo que tenha havido um atraso de 2 horas e tenham chegado à 1:00 ao hotel, um descanso de 10 horas não é suficiente ? Vivem como reis e o passageiro pouco importa. Ficou um avião à espera 1 hora por causa destes senhoritos. Li aqui há um par de meses que cada hora que um avião está em terra custa 15.000 USD. Podem somar. Mas aqui os passageiros pouco importam. Estou mesmo à espera do comboio de alta velocidade.

Mas pergunto eu. Se a tripulação quiser passar a noite na rambóia sem sequer ir ao hotel, quem é que vigia isto ? É obrigatório um tempo entre voos mas quem é que vigia que esse tempo se passa a descansar ? E porque é que os outros trabalhadores não têm direito a um descanso similar ? Ou será que uma pessoa que conduz autocarros entre Lisboa e o Porto, por exemplo, não tem direito a um descanso similar ? E creio que é mais cansativa uma destas viagens e muito menos segura que fazer uma horinha entre Lisboa e Madrid quando, ainda por cima, vão duas pessoas a pilotar e num autocarro só vai uma a conduzir.

Já sei que dirão que estas são regras internacionais e outras coisas como tal. Também se aplicam às low-cost ? O que é certo é que estas são mais baratas e cumprem horários algo que na TAP é a excepção à regra.

Como acrescento a este desabafo vai um bónus. Vinha neste voo o Dr. Jorge Sampaio. Imagino que tinha ido a Madrid para essa coisa que é a Aliança de Civilizações inventada pelo Zapatero e somente apoiada pelos sátrapas deste mundo. Este fórum contou com 3 presidentes, o do Senegal, a da Finlândia por inerência do cargo e outro presidente de uma pais menor. Isso sim, estavam lá os maoris e os escuteiros (não é piada, foi mesmo assim). E o primeiro ministro da Turquia que se dedicou a ameaçar a União Europeia do que lhe vai passar se não se aprova a entrada da Turquia. São estes os companheiros de caminho de Jorge Sampaio. Vinha em executiva, claro, mas quando chegou a Lisboa tinha à espera um autocarro especial só para ele. Ser socialista é uma coisa, prescindir de mordomias e privilégios é outra. E a Groundforce que é uma desastre de companhia, com queixas diárias por perda de equipagens, atrasos de todo tipo, greves por dá cá aquela palha, nestas mordomias funciona e o autocarrinho especial estava lá. O que não funciona é o resto. Mas a TAP que não se queixe porque tem uma participação nesta empresa, logo, é responsável.

sábado, 5 de janeiro de 2008

SMAS Oeiras e Amadora

A falta de produtividade é uma lacra neste país mas parece que nos está no ADN. Para resolver o mais mínimo "problema" temos que recorrer ao papel timbrado e à assinatura das autirodades competentes. Senão vejamos.

Os meus irmãos e eu temos uma loja no Concelho de Oeiras que, por acaso, está para arrendar e está, portanto, vazia. Recebemos uma carta do SMAS Oeiras e Amadora a dizer que havia um vaso pesado em cima de uma tampa o que impedia os funcionários do SMAS de aceder a uma torneira para efectuarem os trabalhos necessários. Estranhei já que nunca houve lá nenhum vaso mas lá fui esta manhã ver o que é que se passava. O Restaurante ao lado loja tinha posto uns vasos à entrada para decorar o local e um desses vasos estava, efectivamente, em cima de uma tampa que os funcionários têm que ter acessível pelo que a recolocação do vaso se justifica. Mais, o vaso até estava em frente do restaurante e via-se nitidamente que era deste. Então onde é que está o problema ?

O que os funcionários fizeram, imagino, quando detectaram a situação foi preparar um relatório que originou a carta que recebi. Burocracria. Se os funcionarios tivessem entrado no restaurante e falado com o proprietário, como eu fiz esta manhã, tinham resolvido este assunto nesse mesmo momento. O senhor, simpatiquissimo por sinal, não se tinha apercebido da situação e deslocou o vaso resolvendo assim o "problema". O que se teria resolvido num minuto, além de ter tardado não se sabe quanto, meteu papelada. É por esta e por outras que as Câmaras e o Estado necessitam tantos funcionários ?

É assim tão dificil ser eficiente ? Terá alguém chamado à atenção dos funcionários que poderiam ter resolvido isto de maneira expedita ou será que foram louvados por terem seguido os procedimentos ?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Simplex 1

A ideia do simplex é boa mas parece que tudo se conjuga para que não funcione. Senão vejamos o que se passou esta manhã.

Fui com os meus irmãos à Conservatória do Registo Predial para fazer, a favor do banco, o registo provisório de uma loja que queremos vender.

Sucede que a minha irmã se divorciou. Pediu o registo de nascimento com o averbamento do divórcio, foi ao arquivo de identificação e recebeu o novo BI com o novo estado civil, divorciada.

Esta manhã um dos documentos dizia que a minha irmã estava casada. Óbvio já que o documento do registo era anterior ao divórcio. Ela explicou isso e apresentou o BI. Para a conservatória o BI mente e ela tem que apresentar novamente a certidão de nascimento a dizer que está divorciada. Ou seja, o mesmo que já diz o BI. O documento mais importante que têm os portugueses não faz fé. Mas isto não acaba aqui.

A solução que lhe deram foi ir ao rés-do-chão ao registo civil e pedir a certidão. Custa só 16 euros. Mais, pode ser que lha entreguem no mesmo dia ou no dia seguinte. Mas é ela quem tem que vir de Sintra buscar a certidão que está no rés-do-chão e levá-la ao primeiro andar. Tinha ouvido dizer que o estado não podia pedir documentos que já estivessem em seu poder. Rumores, claro.

É tudo tão simples. É SIMPLEX.

Apresentação

Quais foram as minhas motivações ao criar este blog ?

Estou farto de ver inépcia neste país e protestar com os amigos e conhecidos mas quero partilhar as minhas impressões com mais pessoas. As boas e as más.

Vou tentar escrever sem erros no portugês de sempre e não nesse aborto de acordo que querem assinar. Mas isso será tema mais adiante.

Bom, comecemos.