sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Outra vez os combustíveis
Gostava de fazer uma coisa mas não tenho os recursos necessários. Aliás, o que eu vou dizer teria que ser feito pelos meios de comunicação ou pela Autoridade da Concorrência mas como estão todos feitos com o poder ……………
Gostava de ver uma tabela com colunas que reflectissem, de forma semanal e desde o princípio do ano, os seguintes valores:
1. preço do barril Brent (que é a referência que usamos para comprar petróleo)
2. valor do USD versus Euro
3. preço do gasóleo por petrolífera em Portugal
4. preço da gasolina por petrolífera em Portugal
Agora comparemos o preço nas bombas nessa altura e agora e saberíamos se há razão para subir ou descer. As surpresas seriam muitas. Se não fossemos ter surpresas, as petrolíferas já teriam feito este ensaio mas como vai contra a casa ……
Já aqui escrevi um comentário acerca da entrevista ao presidente da Galp e onde ele dizia que não gostava que lhe chamassem ladrões. Foi quando baixou o IVA e eles embolsaram 1% ao esquecer-se de o fazer repercutir no preço final. Esquecimentos. Isso sim, sempre a favor da casa. Aqui está:
http://istoeumcaos.blogspot.com/2008/07/no-gosto-nem-admito-que-nos-chamem.html
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Mais uma Golpada. Esta vez na ERSE
Acabo de saber o que a notícia não conta.
O senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.
Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregador, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.
Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego. Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».
E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».
E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».
Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».
Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.
Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.
Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público.
Mas voltemos à nossa história. O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.
Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE?
A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.
E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não. A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.
Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.
Estes são os mesmos artistas que nos queriam fazer pagar pelos que não pagam. Podem ver neste blogue o que escrevi acerca deste assunto (http://istoeumcaos.blogspot.com/2008/07/proposta-de-incobrveis-da-electricidade.html).
Pelo menos sempre se fica a saber de coisas importantes que retiram toda a credibilidade a esta cambada deste País. São todos uns artistas.
O negócio das estações de gasolina
Vem isto a propósito da necessidade que tive de encher o depósito do carro. Estava numa auto-estrada, a de Mafra, de dia e cerca das 12:00. Quem quiser encher o depósito tem que ir ter com o empregado, deixar lá o cartão de crédito, voltar para o carro, encher o depósito e regressar para efectuar o pagamento. O esquema é genial. Um empregado que não faz nada a não ser passar cartões de débito enquanto os clientes estão à chuva ou ao sol a fazer todo o trabalho.
Dizem que o pré-pagamento é por causa das pessoas que abastecem e não pagam. Muito bem, sugiro que façamos o mesmo para todos os outros negócios. Um par de exemplos. Uma pessoa entra num táxi e tem que dar logo 25 euros ao condutor não vá o cliente baldar-se sem pagar. Outro exemplo. Ao entrar numa loja, escolhemos o material, fazemos o pagamento e depois recebemos o comprado. E assim ad infinitum.
Porque razão é que estes senhores têm este privilégios ? Porque razão é que somos nós a fazer todo o trabalho enquanto os empregados estão no quentinho/fresquinho ?
O que é que fiz ? Não meti gasolina e disse-lhes o motivo. Além do mais decidi que só meto gasolina nos postos nos quais haja uma pessoa a fazer o serviço a não ser que o custo do litro de gasolina, onde sou eu a trabalhar, seja mais barato. E ainda o "porreiro pá" na criação de emprego.
sábado, 6 de setembro de 2008
Perdemos a fábrica da Skylander
É obrigatório que explique aos portugueses e à população de Évora porque é que perdemos um investimento de 125 milhões de euros e 3 mil postos de trabalho. E também quem são os responsáveis por esta incompetência e o que é que se vai fazer com eles. Talvez nomeá-los comendadores.
Diz a notícia que Sarkozy se envolveu pessoalmente no assunto. Imagino que Vossa Excelência estaria a fazer jogging. Ganhou ao menos ?
A minha opinião é a de que até está a fazer um bom trabalho. O problema é que está rodeado de gente muito fraquinha, ou seja, quase todo o seu gabinete ministerial.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Proposta de incobráveis da electricidade
"Vítor Santos reconheceu que, nesta matéria, a ERSE foi penalizada pelo «excesso de transparência», porque se tivesse optado por fixar uma margem - que incluiria de forma indeterminada os incobráveis - a polémica não aconteceria."
Por outras palavras, se tivesse sido feito à má fila e escondendo a coisa, isto tinha passado. É esta a mentalidade portuguesa e dos incompetentes que nos governam e que deveriam vigiar NÃO OS CONSUMIDORES MAS AS EMPRESAS. A ver se, de uma vez por todas, percebem qual é a função deles e conseguimos pôr no olho da rua esta panda de incompetentes que vivem à nossa custa.
TVI recorre às "instâncias portuguesas e europeias"
Quem conhece os métodos da Prisa, dona da TVI, sabe que são estes os usados em Espanha. Amedrontamento, ameaças, calúnias, insultos. Vamos começar a ver em Portugal os mesmos métodos mafiosos que esta empresa emprega em Espanha. Tardou foi demasiado. Aqui há uns meses envolveram-se exactamente na mesma guerra com um canal de TV espanhol, a Sexta, por terem perdido a bola.
Sr. Polanco, olhe mas é para a sua casa em Espanha que tem lá bastantes problemas. Se não acredita, pergunte ao juiz Gomez de Liaño e à condenação UNÂNIME pelo do Tribunal dos Direitos Humanos de Estrasburgo do estado espanhol e, por acrescento, da Prisa pelo vergonhoso julgamento a que este juiz foi sujeito assim como ao seu linchamento através dos meios de comunicação do seu grupo. Agora quer começar com os mesmos procedimentos mafiosos em Portugal.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Não gosto nem admito que nos chamem mentirosos, ladrões e vigaristas
Para quem não viu as facturas, aqui estão.

É giro. É a mesma empresa da qual o seu presidente disse que não gostava que lhes chamassem mentirosos, ladrões e vigaristas. Curioso. O que é que ele chama ao facto de ficar com esse 1%. Caridade ? Sr. Presidente da Galp, diga-nos: depois disto, como quer que lhe chamemos ? Pai Natal ?
Se neste país houvesse jornalismo a sério, o mesmo jornalista que o entrevistou à duas semanas ia ter com ele, punha-le as facturas à frente e pedia uma explicação. Mas antes disso publicava as facturas em primeira página. Mas oh cruel verdade mercantil, foi-se a publicidade, de modo que vamos esquecer este incidente, tá bem ?
Quantos milhares de 1% é que a GALP meteu ao bolso ? Porque é que a GALP não apura este valor e o oferece mil vezes esse valor a uma ou várias instituições de solidariedade social ? Que lhes sriva de penitência e depois tenham que explicar aos accionistas porque é que o tiveram que fazer.
Pois é, os enganos da GALP quem os paga são outros. Pois, os erros são sempre a favor da casa. Mas como s Galp é uma empresa séria, este acto não vai passar impune. Vão desligar o computador da ficha. Sim porque quem deu a ordem para proceder desta forma é inimputável.
E a ASAE já sabemos como é: forte com os fracos e fraca com os fortes.
Para quem não sabe, o IVA calcula-se sobre um preço base. Alguém teve que, DELIBERADAMENTE, alterar (SUBIR) o preço base para que o preço final fosse o mesmo. Quem é que deu esta ordem ? Ou foi o computador que decidiu por si mesmo ?
Sabem aquela história de uma homem que roubou um porco e o pôs às costas. Ia pela estrada e aparece a guarda que lhe pergunta:
- O que é que leva às costas ?
- -Eu ? Nada.
- Sim, isso que leva às costas.
Neste momento o homem olha para trás, larga o porco e grita: "AI UM BICHO".
Bela alegoria não é ?